
Ao todo, os acadêmicos do curso de Medicina do Câmpus Augustinópolis, apresentaram 64 trabalhos científicos, além de acompanharem discussões e experiências na área da Medicina Tropical e Infectologia (Foto:Divulgação)
Acadêmicos do curso de Medicina da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) participaram do 60º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MEDTrop 2025), realizado entre os dias 2 e 5 de novembro, em João Pessoa, no estado da Paraíba. O evento reuniu pesquisadores, docentes e profissionais da saúde de todo o país para debater temas atuais e emergentes relacionados à Medicina Tropical e às Doenças Infecciosas.
Ao todo, 35 acadêmicos do curso de Medicina/Câmpus Augustinópolis marcaram presença no congresso, acompanhados pelos professores Renata de Sá Ribeiro, Lunalva Aurélio Pedroso Sallet, Kleverson Wessel de Oliveira e pelo coordenador do curso, professor Arthur Barros Fernandes. Durante o evento, os estudantes apresentaram 64 trabalhos científicos, demonstrando o potencial de produção acadêmica e o envolvimento do curso com a pesquisa e a inovação na área da saúde.
O estudante Carlos Daniel Dutra Lopes, do 8º período, falou um pouco sobre sua experiência, destacando os aprendizados adquiridos, que terão aplicação direta em sua prática profissional. “O congresso foi denso em aprendizados, mas alguns foram particularmente marcantes. Primeiramente, destaco o aprendizado prático obtido no minicurso sobre Tuberculose Latente, que forneceu ferramentas de manejo, prevenção e tratamento que poderei aplicar diretamente na rotina ambulatorial, otimizando o cuidado ao paciente. Em segundo lugar, as mesas-redondas sobre os grandes desafios atuais da saúde pública”, comentou.
Em um balanço sobre o congresso, Carlos Daniel destacou um alerta importante apresentado durante palestras sobre o sarampo e coqueluche e enfatizou sobre o papel do profissional de saúde em olhar atentamente para o combate a essas doenças que já deveriam estar controladas. “Volto desta viagem com um conhecimento técnico e estratégico atualizado, pronto para ser aplicado tanto na assistência direta quanto no desenvolvimento de futuras pesquisas”.
Para o coordenador do curso, professor Arthur Barros Fernandes, a oportunidade de participar de eventos de relevância nacional como este, enriquece o aprendizado dos alunos, proporciona vivências inspiradoras e os incentiva enquanto profissionais. “Este evento representa uma oportunidade ímpar de imersão científica, troca de experiências e atualização sobre temas relevantes da Medicina Tropical e Infectologia, áreas de extrema importância para a realidade da saúde pública brasileira. Eventos como esse ampliam horizontes, despertam vocações e reforçam o compromisso com uma medicina ética, humanizada e baseada em evidências” defendeu.
Sobre as apresentações acadêmicas no congresso, Arthur Barros comentou que a oportunidade de compartilhar resultados e receber feedback qualificado, contribui para o amadurecimento científico e pessoal de cada estudante. “Parabenizo cada acadêmico que participou, representando com excelência a Unitins, com total de 64 trabalhos aprovados e demonstrando o potencial transformador da educação e da ciência no estado do Tocantins”.
Participação do curso de Enfermagem
A caravana contou ainda com a participação do professor mestre Dennis Gonçalves Novais, docente do curso de Enfermagem do Câmpus Augustinópolis. O professor, teve três trabalhos aprovados e fez a apresentação oral de parte dos resultados do estudo intitulado: “A hanseníase na Região de Saúde do Bico do Papagaio: características clínicas, operacionais, sociodemográficas, espaciais e fatores determinantes na população geral e em populações negras”.
“A apresentação dos resultados das nossas pesquisas no congresso, que foi motivo de grande orgulho. É uma forma de dar visibilidade ao trabalho que vem sendo realizado na Unitins e mostrar o compromisso da universidade com a produção científica e o enfrentamento das doenças tropicais, que têm impacto direto na nossa região. Além disso, levar o nome da instituição para um evento nacional fortalece nossa inserção no meio científico e abre portas para futuras parcerias e colaborações interinstitucionais. Participar do 60° Congresso Brasileiro de Medicina Tropical foi uma experiência enriquecedora, além de uma oportunidade única para me atualizar sobre as principais pesquisas e avanços na área da medicina tropical, conhecer novas abordagens e tecnologias aplicadas à saúde pública”, avaliou.