
Abertura do evento ocorreu nesta quarta-feira, 15, no auditório da sede administrativa da Unitins (Djavan Barbosa/Dicom Unitins)
A Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) abriu, na noite desta quarta-feira, 15, em Palmas, o I Congresso Nacional de Gestão Pública, Tecnologia e Inovação da Região Amazônica, reunindo mais de 1,1 mil inscritos entre pesquisadores, docentes, acadêmicos e público em geral.
Realizado em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (FAPT), o evento tem como foco o debate sobre o uso da tecnologia e da inovação na gestão pública, com ênfase nos desafios da Amazônia Legal.
Abertura destaca papel da inovação e da formação técnica
Na abertura, o reitor da Unitins, Augusto Rezende, destacou o alcance do congresso e o papel da universidade na formação de capital intelectual voltado à realidade regional. Segundo ele, o avanço da inovação depende da conexão entre pesquisa, território e aplicação prática.
“O desafio do Tocantins passa por inserir tecnologia, ciência e inovação na produção, agregando valor ao que é gerado aqui. Não basta infraestrutura física sem capital humano preparado para atuar nesses ambientes”, afirmou o reitor. O reitor também defendeu a descentralização dos recursos de fomento à pesquisa e o fortalecimento de iniciativas que estimulem o ecossistema de inovação no estado. Para ele, a produção científica precisa chegar “na ponta”, com impacto direto na sociedade.
Organização destaca alcance e participação de polos
Coordenador do curso de Gestão Pública e um dos organizadores do evento, o professor José Fernando Miranda ressaltou a mobilização institucional para viabilizar o congresso em curto prazo e a integração entre cursos e polos da universidade.
De acordo com ele, mais de 150 trabalhos foram submetidos, envolvendo unidades de diferentes regiões do estado. “O evento consolida a integração entre ensino, pesquisa e extensão e marca a capacidade da universidade de articular projetos de alcance nacional”, disse.
Fapt aponta expansão de eventos no estado
Representando a Fapt, Eliana Zellmer afirmou que o congresso integra uma política de apoio a eventos científicos descentralizados no estado, com previsão de novas ações em diferentes regiões nas próximas semanas.
Segundo ela, a alta procura por editais de fomento indica a demanda reprimida por iniciativas voltadas à produção e difusão do conhecimento. “O objetivo é ampliar o acesso e garantir que esses eventos cheguem a todo o Tocantins”, afirmou.
Palestra aborda desafios das políticas públicas na Amazônia Legal
A primeira palestra da noite, com o professor doutor Julio Rodrigues, foi sobre as "Políticas Públicas Inovadoras na Amazônia Legal: Exemplos de Sucesso" e tratou dos desafios estruturais da Amazônia Legal, com foco em indicadores sociais e econômicos.
Ele destacou que políticas públicas estão presentes no cotidiano da população e são determinantes para enfrentar problemas como baixa renda, informalidade e acesso limitado a serviços básicos.
Rodrigues também apontou desigualdades regionais, especialmente em áreas como educação e saneamento, e defendeu o planejamento como base para a formulação de políticas públicas eficazes.
Inteligência artificial entra no debate sobre educação e gestão
Na segunda palestra, o professor doutor Felipe Carvalho abordou o tema "IA Novas Praticas de Escrita e Leitura, Gestão e Inovação" com destaque sobre o impacto da inteligência artificial generativa na educação, na produção de conhecimento e na gestão.
Segundo ele, o avanço de ferramentas digitais exige adaptação de práticas acadêmicas e profissionais, com uso crítico das tecnologias disponíveis.
Carvalho afirmou que a inteligência artificial tende a modificar formas de leitura, escrita e organização do trabalho, com criação de novas dinâmicas no ambiente educacional e na gestão pública.
Programação
O congresso continua nesta quinta-feira, 16, com atividades presenciais no Câmpus Palmas e transmissão ao vivo. A programação inclui novas palestras e apresentação de trabalhos acadêmicos.



