Acadêmicos de Serviço Social realizam visita técnica à aldeia Boa Vista

Atividade contribui para a formação profissional e compreensão de diferentes realidades

lara fogaça Notícia 04/05/2026 12:46

Visita técnica proporcionou aos estudantes conhecer hábitos e cultura da comunidade indígena (Fotos:Divulgação)


Na data em que se comemora o Dia dos Povos indígenas, 19 de abril, cerca de 40 estudantes do curso de Serviço Social do Câmpus de Palmas da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), participaram de uma visita técnica à Aldeia Boa Vista, do povo Xerente, situada nas proximidades do município de Tocantínia.

A atividade foi supervisionada pelo o professor Marcelo Alessandro Honorato, docente responsável pelo componente curricular de Fundamentos da Antropologia, e teve como proposta acadêmica integrar os conhecimentos teóricos à prática vivencial, por meio de uma imersão direta na realidade cultural e social da aldeia.

O objetivo central, de acordo com o professor Marcelo Alessandro, foi proporcionar aos estudantes uma experiência antropológica e cultural ao levá-los a observar in loco a organização e os desafios de uma das comunidades originárias do país.

A jornada dos acadêmicos começou pela manhã, saindo às 07h30 da sede administrativa da Unitins em Palmas, com retorno no início da tarde. Chegando no destino, os estudantes foram recebidos pela Cacique Noemi junto com os demais membros da aldeia Boa Vista e aproveitaram de uma programação variada com corridas, lutas, muita música e trocas culturais.

 

Experiência buscou ampliar aprendizado e contribuir com a formação profissional dos acadêmicos


Segundo Marcelo Alessandro, a vivência prática contribuiu para a compreensão da realidade por meio de uma análise da diversidade cultural e das condições de vida na aldeia, além de ser para os acadêmicos, uma oportunidade de aplicação dos conceitos antropológicos discutidos em aula para interpretar contextos sociais reais. “Na sala de aula, discutimos a 'questão social', na aldeia, os estudantes perceberam como essa questão se manifesta especificamente na vida dos povos originários” avaliou o professor.

Marcelo completou defendendo um aspecto central da atividade. “É fundamental compreendermos que a visita técnica à Aldeia Boa Vista não foi apenas uma atividade extracurricular, mas uma etapa central da formação acadêmica e profissional dos estudantes em Serviço Social. O assistente social precisa ter uma visão crítica e descolonial. Visitar o povo Xerente exige que deixem de lado visões estereotipadas e passem a compreender a organização social e política deles sob a ótica da autodeterminação”, analisou.

Por fim, o professor enfatizou a oportunidade de desenvolver nos alunos uma visão crítica e humana e apontou outro aspecto importante da visita: compreender como o Serviço Social pode mediar o acesso a políticas públicas sem ferir a cultura local.

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