Estudantes da Unitins realizam visitas técnicas ao Nuta para ampliar formação em saúde

Atividade envolveu acadêmicos de Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional, integrando teoria e prática ao abordar cultura, memória e diversidade

lara fogaça Graduação 06/05/2026 10:01

Professor Genilson Nolasco apresentou breve palestra para acadêmicos (Fotos:Divulgação)


Estudantes do primeiro período dos cursos de Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) Câmpus Palmas, realizaram, na última semana de abril,  visitas técnicas ao Núcleo Tocantinense de Arqueologia (Nuta), unidade de pesquisa da Universidade dedicada à pesquisa, curadoria, conservação e extroversão do patrimônio arqueológico e cultural.

As atividades foram organizadas no âmbito da disciplina Política das Relações Étnico-Raciais, Afrobrasileira e Indígena, do curso de Fonoaudiologia, e da disciplina Ciências Humanas Aplicadas à Saúde, do curso de Terapia Ocupacional, ambas ministradas pelo professor doutor Genilson Nolasco, também curador do Nuta.

Durante as visitas, estudantes conheceram a exposição do Nuta, dialogaram sobre os acervos arqueológicos e históricos sob guarda da instituição e refletiram sobre as relações entre cultura, memória, território, identidades e modos de vida. A proposta foi aproximar os conteúdos trabalhados em sala de aula de uma experiência concreta de observação e análise cultural, contribuindo para uma formação acadêmica mais sensível às diversidades.

Conforme apresentado pelo professor Genilson Nolasco, a visita com os alunos de fonoaudiologia proporcionou discussões sobre a formação cultural brasileira, memória, identidades, diversidade linguística, estigmas e acolhimento em contextos institucionais. A atividade, segundo o professor, permitiu refletir sobre como narrativas, objetos, símbolos e formas de mediação contribuem para a construção de sentidos sobre diferentes grupos e experiências históricas.

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Já com os acadêmicos de Terapia Ocupacional, o professor explicou que a visita possibilitou relacionar cultura, território, memória e modos de vida às discussões sobre cuidado, cotidiano e experiência humana. A atividade reforçou a importância das Ciências Humanas e Sociais na formação em saúde, especialmente no desenvolvimento de uma escuta mais atenta aos contextos sociais e culturais dos sujeitos.

Para o professor Genilson Nolasco, as visitas ampliam as possibilidades de integração entre os conteúdos das disciplinas e os espaços de produção de conhecimento da própria Universidade. “O Nuta é um espaço de pesquisa, conservação e comunicação do patrimônio cultural, mas também pode contribuir com a formação de estudantes de diferentes áreas. Ao entrar em contato com o acervo e com as narrativas apresentadas na exposição, estudantes são convidados a pensar sobre memória, identidade, território, diversidade e formas de vida. Esses temas são importantes para uma formação em saúde mais humana, crítica e sensível”, destacou.

O professor doutor afirmou que a experiência também contribui para a reflexão sobre comunicação e acolhimento em diferentes contextos profissionais. “Quando estudantes da área da saúde entram em contato com diferentes referências culturais e históricas, ampliam sua capacidade de compreender os sujeitos para além de uma dimensão exclusivamente técnica. Isso contribui para práticas mais respeitosas, contextualizadas e atentas à diversidade”, afirmou.

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